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Antonietta Clotilde |
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Por Rosângela Ponciano
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19 de September de 2006 |
 Antonietta Clotilde Nasceu no dia 04 de abril de 1890. Filha da professora, escritora e poetisa Francisca Clotilde Barbosa Lima e do Capitão reformado e professor Antônio Duarte Bezerra. Desde criança habituou-se ao convívio literário.Foi jornalista, professora e poetisa. Fundou em Baturité, no dia 28 de outubro de 1906, a revista A ESTRELLA que lhe permitiu, até o ano de 1921, um permanente contacto com poetas, escritores e assinantes do Brasil inteiro.
Antonietta Clotilde nasceu em Fortaleza, a 04 de abril de 1890. Filha da poetisa Francisca Clotilde e do Capitão reformado e professor Antônio Duarte Bezerra, desde criança habituou-se ao convívio literário. Foi jornalista, professora e poetisa. Fundou em Baturité, no dia 28 de outubro de 1906, a revista A ESTRELLA que permitiu-lhe, até o ano de 1921, um permanente contacto com poetas, escritores e assinantes do Brasil inteiro. A Estrella era para Antonietta como que um filho muito amado sem o qual a vida perderia o seu completo sentido.
Chegou ao Aracati a 05 de março de 1908 com o intuito de fundar o Externato Santa Clotilde. Quatro dias depois, começava a funcionar este que foi considerado o melhor colégio misto da região jaguaribana. Funcionava sob a direção da poetisa Francisca Clotilde, auxiliada pelas filhas Ângela Clotilde (Angelita) e Antonietta Clotilde.
Toda sua produção literária, com raríssimas exceções, repousa sobre as páginas da Estrella. São monólogos, crônicas e editoriais que se fizeram presentes em determinado momento da História do Ceará e do Brasil.
Mantinha um estreito relacionamento com sua mãe. Era esta amizade tão íntima e tão profunda que os assuntos mais delicados eram confidenciados em francês, para que esta intimidade não fosse violada.
Aprendeu a amar e a respeitar as duas jóias mais raras e preciosas que possuía: sua mãe e a Revista Estrella. O tempo foi cruel com Antonietta, arrancando-lhe primeiro a revista e, anos depois, em 1935, sua querida mãe e amiga Francisca Clotilde. Por fim, envolta numa nuvem de dor e saudade, teve que suportar mais um golpe do destino: o fim do Externato Santa Clotilde. Sofrendo privações financeiras, Antonietta foi obrigada a deixar o casarão do Externato. O mesmo que lhe serviu de inspiração; aquele que mantinha junto de si as mais vivas lembranças da História das Clotildes. Amparada pela irmã Angelita, mudou-se para a primeira casa (trecho norte) da Rua Grande. Ali passou os últimos anos de sua vida; entre as recordações do Externato; entre os exemplares da Estrella; entre a incansável dor da saudade.
Morreu no dia 15 de Setembro de 1958, levando consigo toda uma ideologia que lhe custou anos de tão incompreendida solidão.
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